PRÁTICAS DESOBEDIENTESRecôncavo da Bahia — Brasil

BOLSISTAS CONTEMPLADOS



AKIN AKILL é artista visual em formação, residente no Recôncavo Baiano. Pessoa trans, nasceu em Dias D’Ávila (Recôncavo Norte da Bahia) e cresceu entre esse território e o sertão de Feira de Santana, especialmente na terra de sua avó, experiências que fundamentam seu interesse por memória, corpo e território. Desde 2014 estuda topografia, com atuação prática na área, o que sustenta sua pesquisa em leitura espacial e cartografia. Posteriormente, ampliou sua formação em modelagem 3D e geotecnologias, incluindo cursos como Analista GIS | ArcGIS/ESRI e ArcGIS Desktop II – Ferramentas e Funcionalidades. Sua prática artística concentra-se na colagem digital, articulando fotografia, ilustração, modelagem 3D e geoprocessamento territorial como ferramentas de investigação de narrativas autobiográficas, cartografias afetivas e relações entre subjetividade e território, especialmente a partir de vivências situadas no sertão baiano e no Recôncavo. Referências comunitárias, culturais e afetivas — em especial o encontro e a troca com pessoas pretas mais velhas — orientam sua produção visual, afirmando a imagem como espaço de reconhecimento, permanência e elaboração simbólica.
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Alice Nascimento de Carvalho nasceu em Paulo Afonso, no sertão da Bahia, e compartilha sua formação entre esse território e Alagoinhas, no agreste baiano, onde viveu durante a adolescência. Em Alagoinhas teve seus primeiros contatos formativos com a cultura de rua, especialmente o Hip Hop, por meio da Batalha da Gentalha, e com a capoeira angola no grupo AAFRICA, experiências que transformaram sua percepção de mundo e de corpo. Aos 19 anos mudou-se para Cachoeira para cursar Gestão Pública pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde aprofundou seu compromisso comunitário, espiritual e político. Atuou junto ao Centro Comunitário de Audiovisual Luís Orlando, à Associação de B-boys e B-girls para o Mundo, ao Grupo Capoeira Raça — do qual faz parte — e ao Baile das Braba, coletivo fundamental em sua trajetória. Em seu Trabalho de Conclusão de Curso elaborou a Cartilha de Mobilização de Recursos para a Juventude Cachoeirana, construída a partir da experiência do Baile das Braba e aplicada no Colégio Estadual da Cachoeira. Poeta, rapper e educadora, em 2023 passou a circular com suas poesias e letras em escolas, publicações e palcos. Em 2024 formou-se pela UFRB e iniciou sua atuação como educadora em expressão artística e escrita criativa. Em 2025 tornou-se Agente Territorial de Cultura e coordenou o Baile das Braba Itinerante, aprovado na PNAB estadual, ampliando sua atuação como artista, pesquisadora, educadora comunitária, produtora cultural e gestora pública.

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Danrlei de Oliveira Moreira é artista, pesquisador e educador, nasceu e foi criado em Cachoeira, Bahia, onde é conhecido por diferentes codinomes que atravessam sua trajetória: Reidan, nome artístico como MC; Breguede, referência à Rua do Brega, onde cresceu; e “Faculdade”, apelido dado por amigos em reconhecimento à sua dedicação intelectual. Graduado e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), atualmente é doutorando em Arqueologia e Patrimônio Cultural Antropológico pela mesma instituição. Sua pesquisa acadêmica investiga experiências de vida e morte de pessoas negras em Cachoeira, construindo contranarrativas ao patrimônio histórico oficial por meio de performances fugitivas, narrativas visuais e subjetividades negras. Entre seus trabalhos estão Cês acharam que eu ia morrer cedo, sobre projetos de vida de jovens homens negros, a dissertação Pixos da Morte, e o projeto atual Arquitetura da Morte, que aborda ritos mortuários e visualidades nas periferias da cidade “heroica”. Paralelamente, desenvolve uma produção musical em rap como forma de retorno comunitário às reflexões acadêmicas. Atua também em oficinas de rima e produção musical, em parceria com o DJ Felipe Ramos, no projeto Escritas de Si, vinculado ao grupo de pesquisa Territorialidade, Patrimônio e Violência no Recôncavo da Bahia (TPVR), coordenado por Osmundo Pinho.
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Carol Maré é artista visual e multiartista, atua entre pintura, escultura, fotografia e audiovisual. Sua trajetória nas artes tem início nas ruas, nos muros e nas intervenções no espaço público, compreendendo a arte como forma de expressão, escuta e diálogo coletivo. Sua produção é atravessada pela ancestralidade, pela espiritualidade de matriz africana e pelas vivências do território, articulando corpo, memória e experiência coletiva como campos indissociáveis. Ao longo de sua trajetória, o teatro, a poesia e o macramê passaram a integrar seu fazer artístico, sempre em relação direta com o corpo e a coletividade. Viveu por seis anos em Cruz das Almas, onde integrou o grupo musical N’zingas, realizou intervenções poéticas no Recôncavo e aprofundou práticas de costura e produção manual aprendidas em contexto familiar. Sua trajetória é marcada ainda pelo terreiro, pela agroecologia e por outros territórios de formação ética e estética. No retorno à comunidade quilombola de Santiago do Iguape, onde sua família reside, reafirma a centralidade dos vínculos familiares, do barro e das memórias ancestrais em sua pesquisa. É a partir da escuta da maré e da argila que consolida sua relação com a cerâmica e funda o Tijupá das Artes, projeto de arte-educação comunitária. Atualmente vive em Cachoeira, onde cursa Licenciatura em Artes Visuais, dando continuidade à sua formação acadêmica sem romper com os saberes populares e comunitários que sustentam sua prática.
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Rodrigo de Oliveira da Silva é graduado em Licenciatura em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL). Cresceu entre brincadeiras no quintal e as narrativas orais compartilhadas por suas bisavós, experiência que marca profundamente sua relação com memória e escrita. Em 2025 publicou o e-book Ispie, assunta: Dona Maria e seu cotidiano na Fazenda Campo Limpo (Cruz das Almas, século XX), material didático-literário desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do Prof. Dr. Leandro Antônio de Almeida. Atuou como monitor bolsista na disciplina de Ensino de História e como professor regente no ensino médio no Colégio Estadual Landulfo Alves, em Cruz das Almas, por meio do programa Partiu Estágio do Governo da Bahia. Foi bolsista dos programas Residência Pedagógica (2022–2023) e Iniciação à Docência (2023–2024). Sua pesquisa articula raça, gênero, memória, religião, afetividade, escrevivência, fabulação, literatura e ilustração em aquarela, investigando formas sensíveis de narrar o cotidiano e as experiências negras no Recôncavo.
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Crédito — Acervo Instituto Práticas Desobedientes Fotografias — Victoria Nasck
EQUIPE / TEAM
FUNDADORES / FOUNDERSJamile Cazumbá 
Tarcisio Almeida

ASSOCIADOS / ASSOCIATESAllan Da Silva 
Dani De Iracema 
Ema Ribeiro 
George Teles 
Kaick Rodrigues 
Larissa Neres 
Marcos Da Matta 
Rafael Ramos

DIREÇÃO ARTÍSTICA / ARTISTIC DIRECTION Tarcisio Almeida

COORDENAÇÃO GERAL / GENERAL COORDINATION Jamile Cazumbá

COMUNICAÇÃO E PLANEJAMENTO / COMMUNICATION AND PLANNINGGeorge Teles
COORDENAÇÃO FUNDO ELIXIR; / ELIXIR, FUND COORDINATION Allan da Silva
Dayane Ribeiro

GESTÃO FINANCEIRA / FINANCIAL MANAGEMENT Dani Correia
Gabriela Correia

PRODUÇÃO LOCAL / LOCAL PRODUCTION Rute Mascarenhas

PROJETOS AUDIOVISUAIS / AUDIOVISUAL PROJECTS Rafael Ramos

DESIGN Victoria Carvalho
George Teles

ASSESSORIA JURÍDICA / LEGAL DEPARTMENT
Renan Gouveia
Waetge e Gouveia advogados

ASSESSORIA CONTÁBIL / ACCOUNTINGEzivaldo Xavier
Audit Contabilidade

CONSULTORIA EM LEIS DE INCENTIVO E EDITAIS / CONSULTING IN INCENTIVE LAWS AND PUBLIC GRANTS
Correia Cultural



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